REVISÃO SOBRE TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO POR ARMA DE FOGO PARA OS PLANTÕE DA LIGA DO TRAUMA NO HUSM.

Área: Hospitalar

RAFAEL CERETTA MORO

Introdução: Os traumatismos cranioencefálicos (TCE) causados por projétil de arma de fogo (PAF) têm significante impacto nas admissões hospitalares pela gravidade, risco de sequelas e alto custo direto com o tratamento do traumatizado. É necessário estudá-los diante do aumento da incidência nos últimos anos com o incremento da violência social. A Liga do Trauma/UFSM é um projeto de extensão que proporciona aos ligantes a aquisição de conhecimento sobre o tema, bem como permite vivenciá-los na prática médica, por meio de plantões mensais junto à equipe do plantão do Pronto Socorro Cirúrgico do Hospital Universitário de Santa Maria (PS-HUSM). A iniciativa beneficia a sociedade pelo acolhimento do doente e treinamento qualificado dos ligantes junto à comunidade atendida pelo PS-HUSM. Objetivo: Qualificar o entendimento dos Traumatismos Cranioencefálicos dos ligantes quando integrarem a equipe do Pronto-Socorro Cirúrgico do Hospital Universitário de Santa Maria. Métodos: Elaborados critérios de inclusão e exclusão dos artigos, avaliou-se e analisou-se os artigos selecionados, interpretando-se e discutindo-se os resultados obtidos e apresentados na revisão. Resultados e Conclusões: Comprovou-se que homens são mais acometidos a TCE por arma de fogo em relação as mulheres (64 – 85%). Pacientes com menos de 15 anos em geral tiveram uma mortalidade mais baixa. (provavelmemente devido a maioria dos episódios serem acidentais). Quanto às causas, os suicídios tem mortalidade quase letal. Comparando-se projéteis de calibres 22 e 45 evidenciou-se um incremento do porcentual em 15% no calibre 45. Em relação ao orifício de entrada do projétil, observou-se que as regiões frontal e temporal foram as mais letais quando comparadas com as demais regiões do crânio. Foi significante o aumento de mortalidade em ferimentos transfixantes do plano coronal e do plano sagital, quando comparados a ferimentos isolados de um só plano. Totalizando-se os ferimentos transfixantes (80%) foram mais letais, quando comparados com os ferimentos penetrantes (58,7%). A mortalidade foi maior quanto menor o escore na Escala de Coma de Glasgow : 93,2% para GS< 6 ; 58,9% para GS 6 – 8 ; 23,9% para GS 9-11 e 4,3% para GS 12-15. Nas condutas adotadas como; desbridamento 72,7% ; sutura do ferimento 57% ; e a craniotomia 63,4% a mortalidade não apresentou diferença significante.