REVISÃO SOBRE TRAUMATISMO HEPÁTICO – AMPLIANDO CONHECIMENTOS PARA ABORDAGEM DE TRAUMAS ABDOMINAIS NOS PLANTÕES DA LIGA DO TRAUMA NO HUSM

Área: Hospitalar

RAFAEL CERETTA MORO

Introdução: As lesões intra-abdominais não diagnosticadas continuam sendo causas frequentes de mortes evitáveis devido a posição anatômica do abdome deixa-o bastante susceptível a esses eventos. O trauma hepático corresponde a cerca 5% das admissões em serviços de urgência. A Liga do Trauma/UFSM é um projeto de extensão que proporciona aos seus integrantes expandir seus conhecimentos acerca do tema, além de permitir colocá-los em prática através de plantões mensais junto à equipe do PA Cirúrgico do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Objetivo: Ampliar o conhecimento sobre traumatismos hepáticos, através de uma revisão de artigos com a finalidade de aprimorar o manejo nos atendimentos a comunidade abrangida pelo HUSM. Métodos: Compreendeu as seguintes etapas: formulação da questão de pesquisa, elaboração dos critérios de inclusão e exclusão de artigos, avaliação e análise dos artigos selecionados na pesquisa, interpretação e discussão dos resultados obtidos e apresentação da revisão. Resultados e Conclusões: A literatura afirma que a idade média dos pacientes é de 29,4 anos, dos quais 85% são homens. Os tipos de traumas mais comuns são os penetrantes (61,5%). Dentre os traumas do tipo fechado os acidentes automobilísticos destacam-se com 17,1% da prevalência, os atropelamentos com 8,7% e os acidentes motociclísticos com 5,7%. Quanto a gravidade, os graus I, II e III são mais frequentes. Em mais de 60% dos casos de trauma hepático existem lesões abdominais associadas. Sobre o diagnóstico, a avaliação ultrassonográfica direcionada para trauma (FAST) segue como um dos mais relevantes estudos diagnósticos, porque consiste em um método rápido, não-invasivo, preciso, que pode ser repetido com frequência e de baixo custo. Outro método de relevância é a Lavagem Peritoneal Diagnóstica (LPD), também de grande valia por ter uma sensibilidade que chega a 98%. O tratamento não operatório (TNO) tem se tornado o tratamento de escolha para pacientes com trauma fechado admitidos com estabilidade hemodinâmica. Esse tipo de tratamento mostrou menores complicações, menor necessidade de transfusões sanguíneas e menor mortalidade. Essa revisão foi importante para os membros da Liga do Trauma/UFSM expandirem seus conhecimentos, implicando em benefícios para a comunidade atendida pelo HUSM na abordagem a casos de traumatismos hepáticos.