TEMPO DE ATENDIMENTO X CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DOS ATENDIMENTOS REALIZADOS PELO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Área: Pré-Hospitalar

ANDERSON FELIPE DE ALVARENGA AUGUSTINHO

Deyse Conceição Santoro
Alexandre Fernandes Galvão
Fabiana de Mello Barros
Raphaella de Moraes Araujo
Bruno Romero de Souza Silva

A violência e os acidentes constituíram em 2014 a segunda causa de mortalidade geral no país e a sexta maior causa de internação hospitalar. A demanda crescente de serviços para atendimento das lesões e traumas provocados por esses fenômenos requer novas habilidades, equipamentos e organização do sistema de saúde. Esses desafios exigem amplas reflexões, decisões e ações. Nestes termos, os objetivos deste estudo foram traçar um perfil epidemiológico dos atendimentos realizados pelas Organizações do Corpo de Bombeiro Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ) com grande registro de ocorrências num determinado período; e analisar dois dos critérios de grande impacto sobre as chances de sobrevida das vítimas nestes atendimentos: tempo de atendimento e classificação de risco. Método e casuística: Trata-se de um estudo exploratório retrospectivo com abordagem quantitativa. A investigação foi realizada no cenário do CBMERJ, considerando 4 Organizações Bombeiro Militar (OBM), abrangendo os bairros da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Campo Grande e Sta. Cruz. A coleta de dados foi referente ao período de julho a setembro de 2014. Os dados foram extraídos a partir do banco de dados do 1ºGSE oriundo das fichas de atendimento, apresentados em tabelas e quadros com tratamento estatístico simples com frequência e percentual. Resultados: O número total de atendimentos com vítimas de todos os tipos de ambulâncias neste período foi de 6801, dos quais 3781 realizados pelas ambulâncias lideradas pelo enfermeiro. Considerando que as vítimas atendidas pelas ambulâncias têm o grau de risco classificado de acordo com o protocolo para classificação de risco do Ministério da Saúde utilizado pelo Centro de Integração GSE-SAMU (CIGS), 1032 vítimas foram classificadas numa avaliação primária como vermelho. O tempo médio de socorro, que é o tempo medido do acionamento do socorro até o seu desfecho com a chegada ao hospital de referência, nas 4 bases pesquisadas apresenta uma média de 57 minutos, que permanece dentro dos padrões internacionais de atendimento. Conclusão: Com a inserção do conceito da Hora de Ouro no trauma e dos primeiros 10 minutos na parada cardiorrespiratória preconizados pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS) e Basic Life Sport (BLS) no final da década de 90 e tendo em vista as Portarias Ministeriais como a 2048, podemos afirmar que a inserção do enfermeiro no atendimento Pré-Hospitalar (APH) contribuiu de forma efetiva para a qualidade da assistência prestada pelo CBMERJ.