Piridoxina atenua alterações bioquímicas precoces em sepse experimental em ratos

Área: Hospitalar

MARIA EDUARDA ANGELO DE MENDONÇA FILETI

Maria Eduarda Angelo de Mendonça Fileti
Lucineia Gainski Danielski
Maryane Modolon Martins
Leandro Garbossa
Aloir Neri de Oliveira Júnior
Fabrícia Petronilho

Introdução: Verificou-se o efeito do tratamento com piridoxina (pdx) sobre o estresse oxidativo em animais submetidos a sepse por ligação e perfuração cecal (CLP). Métodos: ratos Wistar machos (250-350g) foram submetidos ao modelo CLP, com animais sham como controle. Divididos em sham+ salina, sham+ pdx, CLP+ salina e CLP + pdx (600 mg /kg, via s.c) n = 6 por grupo. Hipocampo e córtex prefrontal foram removidos 24h após a cirurgia, para análises dos níveis de nitrito e nitrato, dano oxidativo em lipídios (TBARS) e em proteínas (carbonilação proteica) e atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT). Resultados: Piridoxina atenuou a formação de nitrito e nitrato no córtex pré-frontal que se encontrava elevado no grupo CLP+salina. No dano oxidativo em lipídios o grupo CLP+salina mostrou níveis mais elevados que o grupo controle, sendo que o tratamento com pdx diminuiu o dano causado em ambas às estruturas. Enquanto que no dano oxidativo em proteínas a pdx foi efetiva apenas no hipocampo. Verificamos ainda a diminuição da atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT, no hipocampo no grupo CLP+salina, no entanto a pdx foi eficaz apenas para elevar a atividade dos níveis de SOD. Conclusões: A piridoxina atenuou o estresse oxidativo cerebral ocasionado por sepse experimental.