CUIDADOS PALIATIVOS EM PACIENTES ADULTOS NA UPA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Área: Enfermagem

TAINARA GENRO VIEIRA

Daiana Ramiro dos Santos
Thatielen Tambara Pujol
Tatiane Medianeira Canabarro de Oliveira
Camila Biazus Dalcin

Introdução: As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) são serviços de saúde de complexidade intermediária, prestam serviços de urgência a pacientes em situação agudos ou agudizados, casos clínicos, cirúrgicos e trauma. As mudanças no perfil de morbimortalidade por trazem repercussão ao atendimento nas unidades de emergência. As emergências hospitalares ainda são importantes portas de entrada, justificado pelas dificuldades no acesso serviços de atenção primaria, especializado e de apoio diagnóstico. Com o aumento das Doenças Cronicas não Transmissíveis (DCNT), envelhecimento da população e prevalência das doenças crônico-degenerativas na população idosa é lamentável que ainda não sejam reconhecidas como indicação de tratamento paliativa. Método: Trata-se de um relato de experiência fundamentado na vivência de uma enfermeira residente que atuava em Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O relato foi realizado no período de março a junho de 2016. As atividades desenvolvidas fazem parte da Residência Profissional de Enfermagem em Urgência e Trauma. Resultados: Inúmeras internações de pacientes em cuidados paliativos são observadas na sala amarela. Local destinado para observação do paciente e logo realizado alta hospitalar ou transferência para unidades especializadas. Percebe-se despreparo da equipe de saúde no atendimento há esses pacientes e descaso com os mesmos. Pode-se perceber prescrições sem analgesias, passagem de plantão com falta de informações e desorganização em relação ao atendimento a família. Revela-se necessária a reflexão sobre possível despreparo das equipes de emergência com relação a assistência paliativa. Dificuldades percebidas no sistema de saúde foram: número de leitos insuficientes para transferência dos pacientes com cuidados paliativos. Ocorre dificuldade do residente ao se deparar com o cuidado integral no fim da vida continua a ser prejudicado. Conclusões: Percebe-se que as dificuldades do sistema pública de saúde afetam diretamente o paciente em cuidados paliativos, pois mantém internação em local não apropriado. É necessária qualificação de profissionais tanto para urgência e emergência quanto a cuidados paliativos, pois a demanda cresce conforme o envelhecimento da população cresce. Uma equipe qualificada no atendimento domiciliar para pacientes em fase terminal minimizariam as entradas dos mesmos nas emergências hospitalares.