PERCEPÇÕES SOBRE AS LINHAS DE CUIDADO PRIORITÁRIAS DA REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Área: Enfermagem

JEANINI DALCOL MIORIN

Camila Biazus Dacin
Vagner Costa Pereira
Grassele Denardini Facin Diefenbach
Maria Isabel Quadros da Silveira Flores

Introdução: As linhas do cuidado são a imagem pensada para expressar os fluxos assistenciais seguros e garantidos ao usuário, no sentido de atender às suas necessidades de saúde. É como se ela desenhasse o itinerário que o usuário faz por dentro de uma rede. Para as redes de Urgência e Emergência, foram criadas três linhas de cuidado prioritárias, sendo elas: Linha de cuidado Cardiovascular, Cerebrovascular e Trauma. Elas são de suma importância, para os serviços de emergência, pois promovem estratégias para ampliação, agilidade e qualificação do atendimento ao usuário. Com isso, objetiva-se relatar a experiência de uma residente de urgência e emergência com relação aos números de atendimentos na sala vermelha em cada linha de cuidado em campo de atuação prática. Metodologia: Relato de experiência realizado durante o mês de maio de 2016, durante o segundo ano da Residência em Área Profissional da Saúde/Enfermagem Urgência-Trauma. A experiência baseou-se em o campo de atuação da residente no determinado mês, que foi uma Unidade de pronto Atendimento Porte III, localizada em cidade de médio porte na região central do Rio Grande do Sul. Resultado: Percebe-se um grande fluxo de necessidades de cuidado na linha de trauma, na sequência na linha de cuidado cardiovascular e por último na linha de cuidado cerebrovascular. Identifica-se a importância de fortalecer a linha de cuidado do trauma, visto que ele é um agravo que se tornou um problema de saúde pública, sendo hoje uma das principais causas de adoecimento e mortalidade da população brasileira e que pode ser prevenido e evitado. Pela maior prevalência de trauma, deve- fortalecer os conhecimentos do residente enfermeiro em Urgência-Trauma e habilitar Centros de Trauma, para realização do atendimento hierarquizado e referenciado. Conclusão: Investir em educação continuada e permanente para todos profissionais da saúde envolvidos na atenção ao paciente vítima de trauma revela-se uma possível estratégia para fortalecer o atendimento ao trauma, incluindo o residente enfermeiro nesse processo de conhecimento. Estudos quanti-qualitativos, para identificar o número de casos atendidos em cada linha de cuidado e a possiblidade de delinear estratégias para um atendimento efetivo, revelam-se necessidades de estudos posteriores.