CONHECIMENTOS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ACERCA DO PROTOCOLO EM SUPORTE BÁSICO DE VIDA: CORTE TEMPORAL

Área: Enfermagem

JULYANA GOMES FREITAS

Mariana Flaviana Alencar
Rebeca Chaves Cruz
Francisco Mayron Morais Soares
Camila Alves de Sousa Queiroz

INTRODUÇÃO: As ações de Suporte Básico de Vida (SBV) incluem a identificação rápida dos sinais clínicos de Parada Cardiorrespiratória e Cerebral (PCRC). Objetivou-se analisar o conhecimento dos profissionais de enfermagem acerca do SBV. MÉTODO: Estudo avaliativo, transversal de abordagem quantitativa, realizado no período de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, mediante um corte temporal, composto por 60 profissionais de enfermagem que atuam nos serviços pré-hospitalar de urgência e emergência no Ceará. Foram utilizados os instrumentos: 1) Perfil sociodemográfico e funcional do profissional de enfermagem; 2) Questionário de avaliação do conhecimento do protocolo de atendimento em SBV. Os dados foram expressos por estatística descritiva e inferencial, utilizando o software SPPS, versão 22.0. Projeto aprovado com o comitê nº 1.444.465. RESULTADOS: Quanto ao perfil dos profissionais de enfermagem, a média de idade de 30 a 39 anos, 80% do sexo feminino, 45% de profissionais com nível superior, 50% com formação em instituição pública, 82% dos graduados cursaram alguma disciplina na graduação relacionada à temática. Dentre os profissionais, 44% especialistas em Unidade de Terapia Intensiva; 7,4% especialistas em Emergência. Quanto ao funcional, 90% de todos os profissionais possuíam alguma capacitação do assunto; 95% tinham de 1 a 3 empregos na assistência; 45% trabalhavam de 40 a 60 horas; 90% foram treinados em reanimação cardiorrespiratória. Quanto à atitude 93,3% dos profissionais afirmaram estar preparados para atuar em uma PCRC. Em relação às dificuldades de prestar assistência a uma PCRC, 68,3 % relataram não ter dificuldade, enquanto que 27,7% relataram outros motivos, inclusive falta de materiais e medo. Em relação ao conhecimento dos profissionais, das 20 questões que compuseram o questionário, apenas 35% foram satisfatórias e nas análises estatísticas, em relação às variáveis-desfecho (conhecimento) e preditoras, obtiveram-se correlações positivas. CONCLUSÕES: Destaca-se a importância do conhecimento acerca dos protocolos de SBV pelos profissionais de enfermagem, uma vez que suas ações devem ser baseadas no conhecimento técnico-científico, ressaltando que todos os profissionais, nos diferentes níveis, deverão estar centrados na importância e responsabilidade da aplicabilidade efetiva da assistência e reversão do quadro de PCRC a fim de diminuir o número de óbitos e minimizar as sequelas decorrentes da má assistência prestada.