ANÁLISE DA MORTALIDADE EM UM HOSPITAL DE EMERGÊNCIAS REFERÊNCIA NO ATENDIMENTO ÀS CAUSAS EXTERNAS NA CIDADE DE FORTALEZA - CE

Área: Hospitalar

TAÍS CASTELO DE OLIVEIRA

Irandi de Sousa Marques
Amanda Cristina Crispim Farias
Éder Pinheiro Arantes
Rodrigo Dib de Paulo Tajra
Ana Flávia Viana Furtado

Introdução: As causas externas constituem um agravo que vem se destacando em nossos serviços de emergência, acompanhados de elevados índices de morbimortalidade. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 1,6 milhões de pessoas morrem a cada ano em decorrência da violência. O estudo objetivou analisar os aspectos epidemiológicos dos pacientes que evoluíram a óbito em um hospital de emergências no ano de 2015 em Fortaleza - CE. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, realizado em um hospital público de emergência, referência estadual no atendimento às causas externas, na cidade de Fortaleza – Ceará. A população e amostra foi composta pelos pacientes hospitalizados que evoluíram a óbito no ano de 2016 (1.481). Os dados foram coletados no Núcleo Hospitalar de Epidemiologia a partir de fontes secundárias tendo como base as Notificações e Declarações de Óbito (DO), sendo transcritas as variáveis de interesse. Os dados foram compilados em planilha do Excel, analisados pelo sistema Epi Info e apresentados sob a forma de tabelas. Foram respeitados os aspectos éticos conforme a Resolução 466/12. Resultados: No ano de 2015, 1481 pacientes atendidos na instituição evoluíram a óbito. Destes, 1172 (79,1%) eram do sexo masculino; a raça parda foi predominante com 1236 (83,5%) dos casos e encontravam-se na faixa etária produtiva entre 20 a 39 anos (521- 35,1%). A regional II teve o maior numero de casos, 180 (21,7%). Quanto à internação, os acidentes de transporte destacaram-se com 482 (32,5%) dos casos, seguidos das agressões interpessoais (343- 29,3%). Os pacientes foram trazidos ao hospital pela equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (486-32,8%), no domingo (289-19,5%) e no horário entre 18 às 24 horas (528-35,7%). A maioria (318-36%) evoluiu a óbito após um período de 1 a 2 dias de hospitalização, sendo que o óbito ocorreu na unidade de emergência (984-66,4%), e por se tratar de mortes por causas externas ou por mortalidade em período inferior a 24 horas a maioria não teve DO emitidas pelo hospital (1332-89,9%). Conclusões: O atendimento à vítima na emergência em âmbito pré-hospitalar e intra-hospitalar tem grande importância para a evolução favorável do caso, sendo o profissional fundamental no processo. Ações que atuem precocemente sobre a ocorrência do evento e complicação advinda dos acidentes e violências são importantes para reduzir a mortalidade.