PERFIL CLÍNICO DE PACIENTES ATENDIDOS EM UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Área: Hospitalar

JULIA STÜKER CEZAR

Luana Duarte Beck
Vânia Teresinha Bischoff
Tamires Sayuri Saito Lang
Vanessa dos Santos Vieira
Aline Daniela Fernandes Lopes

Introdução: Para otimizar o atendimento emergencial a situações de agravo à saúde, com ou sem risco iminente de morte, o Ministério da Saúde propõe a implementação de protocolos para triagem do paciente na classificação de risco conforme seu estado clínico e queixas, sendo a vermelha considerada o nível de gravidade mais elevado. Sendo assim, o trabalho tem por objetivo analisar o perfil clinico dos pacientes atendidos na classificação de risco vermelha do serviço de emergência adulto de um hospital universitário, visando qualificar o atendimento. Método: Trata-se de um estudo transversal, com todos os pacientes maiores de 18 anos atendidos na classificação de risco vermelha em uma unidade de emergência de um hospital universitário de Porto Alegre, de 10 a 16 de junho de 2016. Foram analisados os dados dos boletins de atendimento: idade, sexo, sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura), classificação e reclassificação de risco, queixa(s), hipótese(s) diagnóstica e desfecho. Os dados foram armazenados em banco de dados Excel e analisados através do pacote estatístico SPSS 18.0. Para a análise descritiva das variáveis utilizou-se frequência absoluta e relativa e medidas de variabilidade (média e desvio padrão). Este estudo é secundário a um projeto previamente aprovado em Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Foram analisados 81 boletins. Todos classificados em vermelho, sendo que 14,8% foram reclassificados para cor laranja e amarela, cada, e 1,2% para verde. A média de idade dos pacientes foi de 64,9±20,2, com predomínio do sexo feminino (59,3%). A média da pressão arterial sistólica ficou em 135,3±34,4 e diastólica 75,03±22,4. Para a frequência respiratória 21,1±5,8 e cardíaca 93,2±25,2. Quanto à temperatura 35,9±1,1. As queixas mais frequentes foram dispnéia (11,2%), seguido de rebaixamento sensório (9,1%) e vômitos (7,7%). Maior prevalência de hipótese diagnóstica foi sepse (12,6%), AVCs (11,6%) e abdômen agudo, desidratação e insuficiência cardíaca (3,6%), cada. Em relação aos desfechos: 64,4% foram internados, 30,8% obtiveram alta hospitalar, 3,7% óbito, 3,7% não consta registro e 1,2% fugou. Conclusão: Observou-se que a identificação do perfil clínico de pacientes hospitalizados é importante para o conhecimento da realidade do local, possibilitando um olhar integrado das especialidades, troca e construção de saberes, o que propicia a qualificação da assistência e o aprimoramento do atendimento.