INDICADORES DE AÇÕES MULTIPROFISSIONAIS NUM SERVIÇO DE EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO: PROPOSTA DE UM DISPOSITIVO

Área: Hospitalar

MELISSA CARLETI

Waleska Jerusa de Souza Mendonça
Mariana Arioza Fernandes Almeida
Suane Correa Viana
Dreicy Glassmann
Daniel Mendes Da Silva

Introdução: De acordo com o programa Humaniza SUS, serviços de emergência devem otimizar o atendimento aos usuários, articulando a agenda multiprofissional em ações diagnósticas e terapêuticas de reabilitação. Essa proposta exige dos profissionais domínio das particularidades dos seus núcleos, bem como a capacidade de compartilhamento dos conhecimentos, visando o cuidado integral do paciente. Sabidamente, a atividade multiprofissional em saúde é um desafio, por isso é necessário a criação de instrumentos facilitadores que impulsionem o fazer multiprofissional. Método: O presente trabalho configura-se no relato de experiência de residentes multiprofissionais de um Serviço de Emergência de um hospital de referência de Porto Alegre. A equipe diariamente realiza rounds multiprofissional, nos quais são elencados usuários com o maior número de demandas multiprofissionais, visando condutas que encaminhem o caso clinico para otimização assistencial. Alimenta-se um dispositivo, em desenvolvimento, com dados pertinentes, tais como identificação, resumo da história pregressa, queixa principal, conduta definida no round médico, condutas específicas de cada núcleo e reinternações na emergência. A partir do instrumento, criou-se um mapa do paciente assistido, em que todas as profissões são contempladas e vistas, favorecendo o olhar integral. Resultados: O dispositivo de registro proposto, ser embasado numa metodologia de ação multiprofissional tem se mostrado promissor. Esse impulsiona a integração e a grupabilidade, facilita o compartilhamento de conhecimentos, agiliza a comunicação, o alinhamento do plano terapêutico de cada profissão. A problematização dos pontos fundamentais aquém do cuidado físico como, por exemplo, as questões de vulnerabilidade sociais e o resgate da subjetividade. Conclusões: O fazer multiprofissional não é padronizado, molda-se a cada ambiente diante das necessidades e limitações que caracterizaram. As ações entre diferentes profissionais no serviço de emergência propicia a criação de dispositivos que contemplem uma linguagem ágil entre todos, facilitando a integração e comunicação da equipe, e otimizando o cuidado em saúde do paciente. Mesmo em desenvolvimento o instrumento proposto, tem se mostrado efetivo, proporcionando vivências de cuidado como um vetor pensado de forma coletiva, de valorização das experiências e da criatividade individual dos desfechos clínicos. Assim, podemos compreender o paciente de forma de forma global.