HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS COMO MEDIDA PREVENTIVA DE PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA

Área: Hospitalar

MARIA DE FATIMA PINHO VASCONCELOS

MARIANE MENEZES MELO
LUCIANA MARIA MONTENEGRO SANTIAGO
DENISE LIMA NOGUEIRA
DANIELLE MENEZES DE ALBUQUERQUE MESQUITA

INTRODUÇÃO: A aquisição de microrganismos em Unidade de Terapia Intesiva (UTI) ocorre, geralmente, a partir da transmissão pelo contato das mãos dos profissionais com os pacientes e pelo contato direto do paciente com material ou ambiente contaminado. Dessa forma, este estudo objetivou descrever o relato da frequência com que os profissionais de UTI realizam a higienização das mãos. MÉTODO: Estudo descritivo do tipo pesquisa-intervenção com abordagem quantiqualitativa. Trata-se de um recorte de uma pesquisa realizada entre os meses de outubro de 2015 a abril de 2016, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob nº de CAAE: 46465415.6.0000.5053 e financiada pela Santa Casa de Misericórdia de Sobral/CE. Participaram da pesquisa 28 profissionais atuantes nas UTI, sendo eles: 14 enfermeiros, 05 fisioterapeutas, 06 médicos e 03 residentes. Para coleta de dados foi utilizado um questionário semiestruturado, baseado no bundle de prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica. RESULTADOS: Ao serem questionados sobre a higiene das mãos (lavagem preconizada pela Organização Mundial da Saúde) antes de qualquer contato com o paciente, mesmo na troca de um leito para outro, 22 (79%) profissionais entrevistados afirmaram realizar a higienização das mãos sempre e 06 (21%) profissionais falaram realizar esta ação esporadicamente. Muitos estudos recomendam a utilização de sabonete líquido com clorexidina em locais onde é frequente a presença de bactérias multirresistentes a fim de diminuir a transmissão cruzada. A utilização do álcool-gel deve ser estimulada em todas as áreas do serviço de saúde, principalmente na beira do leito. A higiene das mãos deve fazer parte de todas as campanhas educativas tanto fortalecendo os conceitos da periodicidade como da técnica. CONCLUSÃO: Sabe-se que a lavagem de mãos é considerada o fator mais importante na prevenção de infecções. Portanto, o estudo aponta para a necessidade de maior conscientização dos profissionais quanto a importância desta prática de forma frequente e adequada, visto que o ato de lavar as mãos antes e após a realização de procedimentos, da utilização de aparelhos próximos ou em contato com paciente, gera impacto significativo nas unidades de terapia intensiva. Portanto, recomenda-se implantar e manter estratégias para melhor adesão à higienização das mãos dentro dos serviços de saúde.