Caracterização de pacientes atendidos com queixas relacionadas a eventos cardiovasculares em um Serviço Pré - Hospitalar Privado de Porto Alegre

Área: Pré-Hospitalar

MICHELLE DORNELLES SANTAREM

RIOSNEI FRANCISCO DE OLIVEIRA
SORAYA XAVIER
LUCIANE FERREIRA VIANA
CRISTIANE VACCA

Introdução: A dor torácica é um dos problemas mais comuns na clínica médica, e uma das causas mais prevalentes de internação. Ocorrem 3 a 6 milhões de atendimentos por ano por dor no peito em serviços de emergência nos EUA. A maioria desses pacientes são internados para avaliar-se uma possível síndrome coronariana aguda. Esta é uma condição ideal para monitoração de tempos de atendimento e o conhecimento de fatores que retardam a chegada da equipe pré-hospitalar na cena em função dos benefícios que as medidas diagnósticas e terapêuticas podem trazer a estes pacientes. A monitoração destes tempos e fatores é um processo fundamental para oferecer uma qualidade assistencial de excelência, principalmente no Serviço Pré-Hospitalar. Caracterizar os pacientes, identificar tempo resposta, desfechos, códigos de chamado e identificar fatores que retardam o atendimento pré-hospitalar são objetivos deste estudo. Método: Este estudo é de caráter exploratório transversal retrospectivo. A amostra foi composta de 9.281 pacientes que solicitaram atendimento médico de Urgência Pré-Hospitalar no período de janeiro a junho de 2015, destes 272 buscaram atendimentos com queixas de dor torácica, palpitações, dispnéia, parada cardiorrespiratória, mal estar e bradicardia. O tempo- resposta foi analisado, bem como fatores de risco, horário de atendimento e fatores que retardam estes tempos. Resultados: Dos 272 pacientes, 60,7% do sexo feminino, 78,2% solicitaram atendimento por dor torácica e destes 48% foram removidos ao hospital para elucidação do caso. A média de tempo de atendimento foi de aproximadamente 21,55 minutos. A média de idade 70,7 (+20,49). Conclusões: Percebemos que o número de remoções ao hospital, estão diretamente relacionadas aos fatores de risco presentes. O tempo resposta está adequado conforme as diretrizes, mas há fatores que influenciam diretamente nesses tempos como: tempo despendido no percurso, hora do chamado relacionando ao transito bem como as condições climáticas do momento. Devemos ser críticos para verificar que ainda há algumas limitações no disparo e reconhecimento deste sintoma nestes atendimentos e também implementar capacitações que façam a equipe promover um atendimento pré-hospitalar de excelência com agilidade e conhecimento. Descritores: Doenças Cardiovasculares, Dor no Peito, Primeiros Socorros.