PERFIL CLÍNICO E DESFECHOS DOS PACIENTES QUE APRESENTARAM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA ATENDIDOS POR UM SERVIÇO DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL

Área: Pré-Hospitalar

ANA DAIANA BOTELHO

GLADIS WOJAHN
Michele Antunes
Adilson Adair Boes
ALINE POSSER
DAIANE RIVA DE ALMEIDA

A parada cardiorrespiratória (PCR) representa um quadro grave de emergência clínica, pois em curto período de tempo acarreta o óbito do paciente. A sobrevida, após uma PCR, depende do ritmo cardíaco inicial e do início precoce da reanimação. Este estudo teve como objetivo conhecer o perfil clínico, bem como o desfecho dos pacientes que apresentaram PCR, atendidos por um serviço público de atendimento pré-hospitalar móvel da região do Vale dos Sinos/RS durante o período de 01 de Janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2012. Trata-se de um estudo quantitativo com delineamento retrospectivo, documental, transversal. A amostra foi composta por 361 prontuários de pacientes atendidos pelo serviço em estudo. Verificou-se que os pacientes apresentaram idade média de 62,73 ± 19,58 anos, 216 (59,83%) indivíduos do sexo masculino. Em relação ao atendimento verifica se que a maioria ocorreu no turno da manhã 110 (30,47%) e a maioria foi na residência do paciente 288 (79,78%). A Unidade de Atendimento mais utilizada foi a de Suporte Avançado (USA), a mesma foi registrada em 276 casos (76,45%). O tempo médio de chegada até o local do atendimento foi de 11 minutos 0:17 ± 0:05. O tempo PCR foi 41,05 ± 56,38 min, variando de 5 a 360 mim e o tempo médio de RCP foi de 26,83 ± 13,81 min, variando de 10 a 70 min. Em relação ao ritmo de PCR, a assistolia foi mais frequente 39 (10,80%), a atividade elétrica sem pulso ocorreu em 32 (8,86%) dos casos e fibrilação ventricular em 29 (8,03%). As doenças cardiovasculares estiveram entre as causas mais frequentes 141 (39,06%) de PCR. Nas medidas de suporte básico, foi observado a realização de compressão torácica em 57 pacientes e no USA a mesma foi realizada em 136 pacientes. Quanto ao Desfibrilador Externo Automático (DEA), foi utilizado em 53,19% dos pacientes. Noventa e nove pacientes receberam alguma medicação (27,27%), sendo que cem pacientes obtiveram a via de acesso endovenosa periférica (27,70%). A medicação mais usada foi a adrenalina (24,65%). Quanto ao desfecho 93% dos pacientes evoluíram ao óbito. Foram consideradas estatisticamente significativas as associações entre sexo, DEA e uso de desfibrilador com o tipo de suporte recebido. Destaca-se a importância do atendimento imediato proporcionar à vítima de PCR, prestando um atendimento eficaz, qualificado e com conhecimento.