ABORDAGEM DE PACIENTE EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) EM ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) NO INTERIOR DO RS

Área: Pré-Hospitalar

GUSTAVO BIONDO

Guilherme da Silva Cezar
Crisley Piva
Juliana Cechinato Zanotto
Daniela Teixeira Borges
Gabriela Cristina Colussi da Silva

ABORDAGEM DE PACIENTE EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) EM ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) NO INTERIOR DO RS Introdução: A equipe de ESF, na sua prática diária, se depara com situações de instabilidade de funções vitais que demandam manejo rápido e efetivo por meio das manobras de reanimação, por exemplo. Desta forma, se torna relevante identificar as situações de emergência dos pacientes que dão entrada nos pontos de atenção à saúde bem como a abordagem do usuário. Relato do Caso: N.R.F, masculino, 58 anos, 78 kg, previamente hígido, nega medicação contínua, tabagismo ou alcoolismo. Procurou ESF (interior do RS) com queixa de dor torácica atípica. Em duas consultas no intervalo de 10 dias lhe foi solicitado eletrocardiograma, raio-x de tórax e prescrito sintomáticos. História de várias consultas no Pronto Atendimento, incluindo no dia anterior, onde foi orientado solicitar Tomografia Computadorizada de Tórax no ESF pela manhã. Na triagem, paciente em bom estado geral, pressão arterial de 150/100 mmHg, frequência cardíaca de 96 batimentos por minuto, saturação de oxigênio de 98%, hemoglicosteste 125 mg/dl. Ao exame físico, início de PCR, gaspeando e pouco responsivo. A equipe iniciou manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e respiração com pressão positiva. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou em 5 minutos, prosseguindo a RCP com desfibrilador externo automático. Problemas estruturais da ESF impediram o manejo rápido do paciente pelo SAMU, mas em 20 minutos o paciente foi conduzido a um serviço de emergência. Discussão: As principais criticas referem-se à dificuldade de acesso aos exames realizados no PA pelos Médicos da ESF. Muitos dos exames realizados no PA foram novamente solicitados na ESF, retardando o reconhecimento e a avaliação adequada deste paciente. Desta forma, o paciente é exposto a riscos graves por falhas de logística. A falta de estrutura física em unidades de atenção primária é um obstáculo a ser vencido diariamente pelas equipes de atendimento. Conclusão: As equipes de ESF devem estar preparadas para reconhecer os sinais de gravidade no atendimento de urgência. A deficiência de um sistema interligado entre ESF e centros de atenção de outros níveis impede o conhecimento global do paciente e dos exames solicitados, diagnósticos e tratamentos sugeridos. A falta de estrutura física toram-se um empecilho à acessibilidade, longitudinalidade, integralidade e coordenação da atenção primária de qualidade.