AVALIAÇÃO E MANEJO DE LESÃO TRAUMÁTICA AGUDA NA BIFURCAÇÃO DO NERVO FIBULAR COMUM: RELATO DE CASO

Área: Hospitalar

BRUNO VICENZO THOMAS BRESOLIN

Jeniffer Charlene Silva Dalazen
Maicon Bonaldo Dias
Patrícia Tirelli Lena
Francisco Moreira Tostes

Introdução: lesões de nervos periféricos são uma consequência comum no trauma e muitas vezes não são identificadas e manejadas corretamente. Elas podem ser classificadas em 3 graus de acordo com a intensidade do comprometimento do nervo e as manifestações clínicas apresentadas, descritas por Seddon: neuropraxia, axonotmese e neurotmese. O sucesso do tratamento irá depender de alguns fatores como idade, a ferida propriamente dita, reparo do nervo, nível da lesão e período do transcorrido ao reparo. A busca por melhores técnicas de reparo cirúrgico tem sido um desafio para a medicina com o objetivo de se atingir a máxima perfeição no direcionamento dos axônios. O atual relato tem como objetivo evidenciar as lesões nervosas periféricas, visto que tais lesões podem passar despercebidas no primeiro atendimento. Método: foi realizado um estudo qualitativo, descritivo e que utiliza como procedimento técnico o relato de caso. Os dados foram coletados através da análise de prontuário, do quadro clínico, evolução, exames complementares e pesquisa bibliográfica na literatura científica. Resultados: paciente jovem, sexo feminino, chega a emergência após queda sobre vaso sanitário. Apresentava um ferimento corto-contuso em região latero-posterior do joelho esquerdo de aproximadamente 15 cm e ferimento corto–contuso em região antero-superior da coxa esquerda de aproximadamente 10 cm. No atendimento de emergência, percebeu-se que a paciente apresentava dificuldade de dorsiflexão do tornozelo esquerdo e consequente sinal do "pé caído". Analisando o ferimento no joelho esquerdo, percebeu-se lesão do nervo fibular comum em sua bifurcação, afetando o nervo fibular profundo e superficial. Após a identificação da lesão nervosa foi realizado um reparo a partir de uma neurorrafia término–terminal. Atualmente, a paciente encontra-se em seguimento com análise de eletroneuromiografias e pode-se constatar recuperação lenta das atividades neuromusculares. Conclusão: a importância de ter-se uma investigação profunda por médicos na sala de emergência nos ferimentos corto–contusos traumáticos para lesões nervosas periféricas faz com quem essas lesões não passem desapercebidas. Essas lesões podem desencadear piores prognósticos se não detectadas corretamente, podendo causar sequelas irreparáveis. Por outro lado, quando diagnosticados de forma correta, os pacientes apresentam melhor prognóstico, tendo a possibilidade de retornar às atividades laborais.