MANOBRAS DE RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR: REFLEXOS DA CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

Área: Enfermagem

ERIKA FONSECA

Ana Carolina Belmonte Assalin
Isabela Cristina Oliveira
Regimar Carla Machado
Marina Germani Lucas
Maria Thereza Bugalho Lazzarini

Introdução: As doenças cardiovasculares estão entre os agravos mais recorrentes na população em geral, de modo que contribuem também com as principais causas de internações em Unidades de Terapia Intensiva. No Brasil, os casos de Parada Cardiorrespiratória (PCR) são estimados em 200.000 casos/ano, sendo que metade desse número ocorre em ambiente hospitalar. Diante disso, os profissionais de enfermagem devem estar preparados para atuarem frente a esta demanda, independente do setor em que atuam. Assim, a capacitação e a educação continuada em manobras básicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) são imprescindíveis. Assim, para subsidiar o aprendizado e o serviço de educação continuada de um hospital, o objetivo deste estudo foi avaliar uma capacitação em RCP entre técnicos e auxiliares de enfermagem. Método: Estudo descritivo, quantitativo, realizado de julho a outubro de 2015 e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa de uma Universidade Pública, conforme o parecer nº CAAE 42678915.5.0000.550. A amostra foi constituída por 96 profissionais de enfermagem, entre técnicos e auxiliares de um hospital público do interior do Estado de São Paulo. A coleta de dados deu-se por meio de um instrumento com vinte questões fechadas, baseado nas diretrizes de 2010 para PCR da American Heart Association. Tal instrumento foi aplicado, in loco, com subgrupos de no máximo 7 participantes, em dois momentos, antes e, imediatamente, após a capacitação teórico-prática de RCP. As análises foram desenvolvidas por meio do teste de Wilcoxon pareado. Resultados: Foi possível inferir uma média de acertos pré-capacitação de 42%, enquanto no tempo pós-capacitação esta subiu para 70%. Além disso, verificou-se que em 90% das questões houve uma maior proporção de acertos no tempo pós-capacitação, por outro lado, obteve-se em uma única questão uma média de acertos igual em ambos os tempos, enquanto em outra, essa média foi maior no tempo pré-capacitação. Ao dividir os participantes segundo suas respectivas categorias profissionais, observou-se que os técnicos de enfermagem obtiveram um ganho percentual na média de acertos pós-capacitação de 161%, ao passo que os auxiliares obtiveram um ganho percentual de 179%. Conclusão: Desse modo, concluiu-se, a partir do aumento da média de acertos, que a capacitação foi efetiva e teve um significado potente na capacitação dos profissionais para a atuação em manobras de RCP.