Capacitação em Acolhimento com Classificação de Risco como ferramenta para organizar o atendimento às demandas espontâneas.

Área: Pré-Hospitalar

SHIRLENE PAVELQUEIRES

Arlete Apareciada Marçal
Patrícia do Amaral Oishi
Carla Pedrosa Marega Luciano Gomes

Introdução Gestores dos 45 municípios da Direção Regional de Saúde – Presidente Prudente identificaram a necessidade de capacitar médicos e enfermeiros para realizar acolhimento com classificação de risco (ACCR). Para tal, convidou quatro docentes de instituições de ensino superior de Marília-SP, que propôs um curso pautado na coleta de dados, raciocínio clínico e humanização. Objetivo: Capacitar médicos e enfermeiros em anamnese e exame físico para realizar o ACCR, como estratégia de organização do processo de trabalho dos serviços de saúde, estruturando a Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RAUE). Método O curso reuniu profissionais da Estratégia de Saúde da Família, Unidade Básica de Saúde, Pronto Atendimento e Pronto Socorro de referência. Foram realizados quatro cursos com 40 participantes em cada um e cada curso com quatro encontros. Divididos segundo o município de atuação, cada subgrupo elegeu uma situação de urgência vivenciada na prática, dramatizada na sequência, possibilitando identificar o fluxo do paciente na rede e profissionais envolvidos e suas inter-relações. Utilizou-se o Team Based Learning para conceituar e contextualizar o ACCR. Os participantes foram orientados a trazer o relato de casos vivenciados e a estratégia utilizada para priorizar o atendimento. Na sequência realizou-se a capacitação em anamnese e exame físico e utilização do instrumento para ACCR, sugerindo que fosse aplicado no cenário de prática. No quarto encontro discutiu-se a fundamentação da diversidade dessa aplicação; realizou-se o exercício de classificação dos casos descritos pelos participantes, justificando a definição dos riscos. Resultado Resgatou o papel do enfermeiro em avaliar a gravidade dos pacientes, utilizando a coleta de dados e raciocínio clínico. A presença do médico no curso fez compreender que classificar risco não exige a definição diagnóstica. Ao final foi construído um documento, dirigido aos gestores, que apontava as necessidades físicas, materiais e humanas para a implementação da ferramenta. Ainda, possibilitou o fim das longas esperas por consulta e encaminhamentos desnecessários. Conclusão O modelo de classificação de risco utilizado mostrou-se flexível e adaptou-se às diferenças regionais, fortaleceu as relações interpessoais e o trabalho em equipe.