O Enfermeiro frente a utilização da Classificação de Risco em uma Unidade de Pronto Atendimento

Área: Enfermagem

GRASSELE DENARDINI FACIN DIEFENBACH

Camila da Silva Trindade
Vagner Costa Pereira
Felipe Cargnelutti Fontoura

Introdução A Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS (PNH), conhecida como Humaniza SUS, visa superar práticas indesejadas, observadas em filas de espera, deficiências nas condições de trabalho, insensibilidade dos trabalhadores frente ao sofrimento dos usuários, bem como no tratamento desrespeitoso entre usuários e profissionais. Diante dessa problemática, percebe-se a falta de conhecimento do usuário perante os serviços de emergência, contribuindo para superlotações por demasiada busca por atendimentos de baixa complexidade, cabendo ao profissional enfermeiro acolher, triar e classificar, de forma criteriosa a queixa manifestada pelo paciente, exigindo amplo conhecimento do profissional sobre as possibilidades da rede atenção à saúde. Frente a esse contexto é possível observar a importância da atuação do enfermeiro sobre o seu trabalho no acolhimento e na classificação de risco. Nesse sentido, objetivou-se com este estudo, conhecer a percepção do enfermeiro frente ao acolhimento e classificação de risco. Método Trata-se de um estudo exploratório descritivo com abordagem qualitativa, realizado em uma Unidade de Pronto Atendimento, localizado na região central do Estado do Rio Grande do Sul, entre junho de 2015 a junho de 2016. Participaram do estudo 14 enfermeiros; utilizou-se para coleta dos dados o Grupo Focal, os quais foram analisados conforme referencial da Análise Temática proposta por Minayo. Resultados Constituiram-se três categorias: Conceituação de acolhimento e classificação de risco na percepção dos enfermeiros; Atuação do enfermeiro na utilização dos protocolos como ferramenta para a classificação de risco; Fatores facilitadores e difilcudades encontradas para classificação de risco na ótica dos enfermeiros. Conclusões: Observou-se que os enfermeiros diferenciam e destacam o acolhimento e a classificação de risco, mas que tornam interligadas e interdependentes ambos. Da mesma forma que consideram a utilização dessa proposta nos serviços de emergência de grande relevância, ressaltando a importância da atuação do enfermeiro no acolhimento e classificação de risco, sendo esse um dos profissionais mais indicados para essa atuação. Porém, ainda fazem ressalvas em relação ao conhecimento de alguns profissionais para a utilização.