TRATAMENTO PRIMÁRIO DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO COM TROMBÓLISE EM SERVIÇO PÚBLICO: BARREIRAS E RESULTADOS

Área: Hospitalar

MARIANA SANTOS E SILVA

Maria Camila Lunardi
Rodrigo Passarella Muniz
Mateus Felix da Silva
Gustavo Fernandes Moreira
Maria Sheila Guimarães Rocha

INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) corresponde a 80 - 88% de todos os AVCs. A trombólise é atualmente o mais usado dos procedimentos para tratar a fase hiper aguda do AVC Isquêmico, devendo ser administrado por via endovenosa, em até 4.5 horas do início do ictus isquêmico. Ultrapassando este período, segundo consenso atual não se recomenda mais sua prescrição por via endovenosa, além de sua eficácia relacionar-se com o intervalo de tempo entreo início dos sintomas e a administração medicamentosa. ³ O AVCI é a sexta patologia mais prevalente no Pronto Socorro clínico do Hospital Santa Marcelina, cerca de 1400 casos foram tabulados nos últimos 2 anos, porém menos de 10% deste total foram submetidos a tratamento com trombólise. O objetivo deste trabalho visa avaliar as barreiras que levaram a um baixo número de pacientes que foram passíveis de tratamento adequado com trombólise endovenosa. MÉTODOS: Foram revisados os prontuários de aproximadamente 1400 pacientes num período de 2 anos (2014/2016) que deram entrada no Pronto Socorro Clínico do Hospital Santa Marcelina e receberam diagnóstico de AVCI. RESULTADOS: Do total de pacientes que receberam diagnóstico de AVC na admissão do Pronto Socorro, cerca de 8% receberam o tratamento adequado com trombólise, dos pacientes não elegíveis para o tratamento, a grande maioria deu entrada fora da janela terapêutica de 4,5 horas; outra porcentagem de menor significância tiveram a trombólise não indicada devido a NIHSS score elevado ou muito baixo e uma minoria por atraso intra hospitalar para a realização de diagnóstico. CONCLUSÃO: Concluímos que ainda é bastante baixo o número de pacientes com AVCI que recebem primariamente trombólise, porém os dados são bastante próximos aos de grandes serviços; ainda há necessidade de divulgação de procura rápida de serviços de emergência assim que os primeiros sinais iniciarem, a realização de um serviço pré hospitalar mais eficaz, visto que a grande maioria dos pacientes que não receberam o tratamento não apresentavam contra indicações além de ultrapassarem a janela terapêutica.