DOR TORÁCICA X CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA

Área: Enfermagem

NATÁLIA MORAES DE QUEVEDO

CARINE ROCHA DOS SANTOS DUARTE
PATRICIA CAVALHEIRO PEREIRA
LIANE DA SILVA MUNIZ
CYRO ALFREDO PINTO SOARES LEAES
JULIANA CARDOZO FERNANDES

Introdução: É cada vez maior o número de pacientes que procura o serviço de emergência com sintomas de dor torácica, sendo a avaliação da dor um desafio aos profissionais desta área, devido a sua subjetividade e dificuldade em sua mensuração. A classificação de risco realizada pelo enfermeiro, deve ser um processo dinâmico e eficaz, devendo o profissional estar capacitado e treinado para tal função. Este trabalho, tem por objetivo avaliar a utilização do protocolo de dor torácica, para a prática de enfermagem durante a classificação de risco no serviço de emergência adulto e analisar e viabilidade da classificação comparado ao seu desfecho final. Métodos: Trata-se de um estudo analítico-descritivo, retrospectivo de pacientes que deram entrada no Serviço de Emergência de um hospital privado localizado na cidade de Porto Alegre/RS, no período de 01 de agosto a 31 de dezembro de 2015. A busca foi realizada através do sistema informatizado (Tasy), quanto a solicitação médica do protocolo de dor torácica nos pacientes atendidos neste serviço. A análise de dados foi realizada através da revisão dos prontuários, observando a classificação de risco de acordo com o protocolo da instituição (ESI), comparadas com as internações deste período. Resultados: Durante este período, deram entrada no serviço 17.603 pacientes clínicos, destes 148 pacientes foram solicitados o protocolo de dor torácica. Conforme a classificação de risco, 96 destes pacientes laranja (65%), 45 pacientes amarelo (30%), 6 pacientes verde (4%) e 1 paciente azul (1%). Destes atendimentos, originaram 39 internações para dar seguimento de investigação de dor torácica, 30 destas classificadas como laranja na triagem (77%) e 9 de classificação amarela (23%). É complexa a diferenciação da dor torácica das síndromes coronarianas agudas, que oferecem risco de morte, da dor torácica por outras causas. De acordo com os dados obtidos, observou-se que 65% dos pacientes obtiveram classificação adequada para a queixa de dor torácica (laranja), demonstrando satisfatória triagem por abranger 77% das internações desta classificação no período. Conclusão: O paciente com queixa de dor torácica exige dos profissionais da área da saúde um diagnóstico preciso e uma conduta rápida. Sendo portanto o enfermeiro habilitado e treinado um profissional de excelência neste processo de triagem.