ATENDIMENTO FISIOTERAPEUTICO NA EMERGÊNCIA- CRIANDO UM SCORE DE PRIORIDADES

Área: Hospitalar

GRAZIELLA NUNES

Paloma de Souza Nicodemos
Viviani Lara

INTRODUÇÃO: Nota-se um aumento da demanda de pacientes que adentram no serviço de emergência, o que pode ser justificado pela falta de estrutura da atenção básica, pelo crescimento do número de acidentes (automobilístico, quedas, atropelamentos, e etc.), e violência urbana. A demanda extrapola a capacidade resolutiva dos serviços. O resultado dessa situação é a superlotação nos serviços de emergência, serviço este que perde a sua caracterização, pois se mantém pacientes graves internados nesta unidade; caracterizando o setor de emergência como uma unidade de terapia intensiva. A triagem dos pacientes é fundamental para garantir o fluxo dos usuários deste serviço, assim como a classificação de atendimento dos mesmos. MÉTODO: O estudo foi realizado através de uma revisão de literatura, considerando a relevância do tema, buscando conhecer o atendimento no setor de emergência sob o olhar do fisioterapeuta. RESULTADOS: De acordo com as informações encontradas na literatura foi criado um fluxograma (score) de atendimento sendo este determinado por cores, semelhante ao protocolo de Manchester cujo, as cores determinam a prioridade do atendimento. O critério 1A de atendimento é o primeiro, classificado como prioridade de cor vermelha, os itens da tabela incluem: Parada cardiorrespiratória, intubação orotraqueal eletiva, insuficiência respiratória por hipoxemia e rebaixamento do nível de consciência. O critério 2B de atendimento é o segundo classificado como prioridade de cor amarela, e incluem pacientes em programação/evolução de desmame ventilatório, ventilação mecânica não invasiva. Os demais critérios 3C e 4D incluem pacientes ventilados mecanicanicamente, estáveis, pacientes em uso de oxigenoterapia, paciente acamado e ou debilitado, pacientes sob ventilação mecânica que necessitam da presença do fisioterapeuta no transporte para exames e transferências. Todos os paciente que estão classificados nos itens 2B, 3C e 4D que evoluirem com instabilidade hemodinâmica, passam a ser critério 1A de atendimento. CONCLUSÃO: Conclui-se a importância da criação de um score, no qual visa a melhora do atendimento para o paciente, em relação a percepção do profissional no setor de emergência. Devido a importância do score de prioridade de atendimento de fisioterapia em emergência, sugere- se que os próximos passos devem ser a aplicação e validação do mesmo e que, outros estudos sejam desenvolvidos.