BRONCOESPASMO NA EMERGÊNCIA: AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA

Área: Hospitalar

CAROLINA PEREIRA LOPES

Viviani Lara
Rosana Claudia Possetti

INTRODUÇÃO: As doenças no sistema respiratório aparecem entre as mais frequentes nos atendimentos em emergências, principalmente as que causam obstrução de fluxo aéreo, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e a asma, que nas exacerbações podem apresentar broncoespasmo. Os pacientes em crise de broncoespasmo só são hospitalizados após um tratamento inicial na sala de emergência sem melhora. O Pico de Fluxo Expiratório (PFE), em pacientes com doenças obstrutivas, indica o grau de obstrução das vias aéreas. A análise é baseada em valores preditos de acordo com a idade, altura e gênero. Um dos papeis da fisioterapia é avaliar a medida do PFE. A aferição é de enorme benefício para os pacientes em crise, ajudando na identificação precoce dos que necessitam de outra intervenção. MÉTODO: Tratou-se de uma pesquisa prospectiva, com desenho não-experimental do tipo interrelacional. Foi realizada no Pronto Socorro Adulto (PSA) de um Hospital Geral na Zona Sul de São Paulo. A coleta de dados foi efetuada através da medida do PFE com um aparelho chamado Peak Flow, acoplado a um bocal, onde foram realizadas três sucessivas manobras expiratórias, sendo registrada a de maior valor, antes e após cada inalação. Foram avaliados 21 pacientes em broncoespasmo. Para análise dos resultados foi aplicada a Análise de variância de Friedman e o teste de Mann – Whitney. RESULTADO: A análise com o Teste de Mann-Whitney mostrou que houve diferença significativa (p<0,05) entre o PFE dos pacientes de gênero masculino que são maiores que o feminino desde a primeira medida. Notou-se também que os pacientes de gênero masculino alcançam o maior PFE após a segunda inalação e os pacientes de gênero feminino só alcançam após a terceira inalação, no qual também houve diferença significativa (p<0,05), através da análise de Variância de Friedman. Dos pacientes que entraram no PSA em broncoespasmo, 33,3% têm asma e 66,6% a DPOC. Ambos apresentaram melhora significativa do PFE. E na DPOC, mesmo não sendo reversível, quando em broncoespasmo há o aumento dessa obstrução, logo o uso da medida de PFE implica em mostrar se há melhora ou não com o tratamento proposto. CONCLUSÃO: A avaliação com a medida do PFE antes e após broncodilatadores por via inalatória mostrou-se importante como um indicador prognóstico útil para o desfecho de broncoespasmo na sala de emergência, indicando o aumento ou não da obstrução do fluxo aéreo, a resposta ao tratamento e a necessidade do uso de oxigênio e ou VM.