ANÁLISE SOCIODEMOGRAFICA DAS VITIMAS DE ACIDENTE DE MOTOCICLETA ADMITIDOS EM UM HOSPITAL DE EMERGÊNCIAS EM FORTALEZA-CE

Área: Hospitalar

RAFAEL DIOGO CARNEIRO DE ARAÚJO

Luciene Miranda de Andrade
Irandi de Sousa Marques
Felipe Pereira Olimpio
Amanda Cristina Crispim Farias
Laura Katy de Macedo Tavares Oliveira

Introdução: Os acidentes de motocicleta constituem um sério problema de saúde pública por atingirem uma população em idade produtiva e por serem acompanhados por alto índice de morbimortalidade. O estudo objetivou analisar as características sociodemográficas dos pacientes vitimas de acidente de motocicleta internados em um hospital de emergências. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo de caráter quantitativo, realizado em um hospital de emergência referência em traumatologia, situado na cidade de Fortaleza - Ceará. A população foi constituída pelos pacientes hospitalizados em decorrência de acidentes de motocicleta, internados no período de janeiro a maio de 2016, obtendo-se uma amostra de 300 pacientes que foram acompanhados pela equipe do serviço de Vigilância Epidemiológica do referido hospital. As variáveis de interesse ao estudo foram coletadas mediante ficha de investigação epidemiológica elaborada pela Instituição. O estudo atendeu a Resolução 466/12 que rege pesquisa com seres humanos. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (87%), na faixa etária entre 20 a 29 anos (36,67%), raça parda (81%), com escolaridade entre 5ª a 8ª série incompleta do ensino fundamental (28,67%), casado (53%) e residente no interior do estado (67%). O domingo teve o maior número de ocorrências (23,3%), no horário entre 18 às 24 horas (33,33%), sendo socorrido pela equipe do SAMU (53,33%). Em relação ao tipo de acidente destacou-se a colisão/ abarroamento (74%), tendo o carro como o principal veículo envolvido (48,2%). Dentre as vitimas, um percentual considerável era condutor (240-80%), o qual não portava habilitação no momento do acidente (55,84%), haviam consumido bebida alcoólica (59,3%) e estavam sem capacete (48,33%). A principal lesão apresentada foi trauma de extremidades (85,33%), necessitou de acompanhamento médico após a alta (64,67%) e o tempo de internamento hospitalar foi entre 3 a 7 dias (29%). Conclusões: A promoção contínua de campanhas educativas deve ser estimulada visando ao controle e redução dos acidentes de motocicleta, tendo a participação dos profissionais de saúde como importante ferramenta para o sucesso destas ações. É necessário que se intensifiquem ações nas cidades do interior do estado, nas quais foi evidenciado maior número de ocorrências, e onde se encontra pouca ou nenhuma fiscalização no trânsito.