CARACTERIZAÇÃO DE PACIENTES COM DISSECÇÃO DE AORTA QUE REALIZARAM CIRURGIA EM UM HOSPITAL ESPECIALIZADO EM CARDIOLOGIA DO RS

Área: Enfermagem

ANDREIA ORJANA RIBEIRO COUTINHO

Daiana Lúcia Gobbi
Michele Antunes
Adilson Adair Boes

Introdução: As dissecções de aorta são alterações frequentes nas emergências e apresentam alta morbidade e mortalidade. O tratamento clínico é frequentemente desfavorável com risco de ruptura da aorta e morte. Dependendo do tipo de dissecção a cirurgia de emergência é indiscutível, sendo indicado também nos casos de dissecções complicadas. Objetivo: Caracterizar os pacientes com dissecção de aorta que realizaram cirurgia em um hospital especializado em cardiologia no Rio Grande do Sul. Método: estudo de abordagem quantitativa, descritiva, retrospectiva, documental com delineamento transversal. A amostra foi formada por pacientes com dissecção de aorta e indicados a cirurgia no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2015. Os dados foram coletados dos prontuários dos pacientes e transferidos para uma planilha do programa Excel formando um banco de dados. Os dados categóricos foram descritos com números absolutos e percentuais e os contínuos foram apresentados com média e desvio padrão. Foi respeitada a Resolução n° 466/2012, e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Feevale n° 1.433.066. Resultados: Na amostra de 57 pacientes, predominou o sexo masculino em 33 (57,8%) pacientes, idade média de 58,1±13,3 anos, 37 (64,9) pacientes procedentes da região metropolitana de Porto Alegre. Em relação ao diagnóstico, 46 (80,7%) pacientes apresentou dissecção de aorta tipo A/ tipo I e II. As principais comorbidades foram: hipertensão arterial sistêmica (HAS) em 47 (82,4%) pacientes, insuficiência aórtica em 18 (31,5%) pacientes, dislipidemia em 14 (24,5%) pacientes, tabagismo em 10 (17,5%) pacientes e 4 ( 7%) pacientes com Síndrome de Marfan. O atendimento pelo SUS foi em 40 (70,1%) pacientes e a cirurgia de emergência foi necessária em 44 (77,1%) pacientes. Em relação ao tipo de cirurgia foi realizada cirurgia convencional em 26 (5,6%) pacientes e a híbrida (convencional e endovascular) em 21(36,8%) pacientes, o óbito ocorreu em 22 (38,5%) pacientes. Conclusões: foi possível caracterizar os pacientes com dissecção de aorta que realizaram cirurgia sendo em sua maioria com dissecção de aorta tipo A e a indicação correta de cirurgia de emergência. Houve óbito em mais de 1/3 da amostra comprovando morbimortalidade elevada desses pacientes. A HAS foi o fator de risco presente em quase todos os pacientes indicando a importância de prevenção e controle dessa doença para evitar outros agravos à saúde.