Implantação do Protocolo de Manchester no Hospital de Acarape, Ceará: Um relato de experiência

Área: Hospitalar

ELIZIE PEREIRA PINHEIRO

Aline de Lima Oliveira
Brena Luiza Gomes de Castro
Raylla Araújo Bezerra
Raylla Araújo Bezerra

A Política Nacional de Humanização (PNH) e do QualiSUS inclui a implementação nos hospitais do acolhimento e triagem classificatória de pacientes, priorizando o atendimento de acordo com a gravidade do caso. Neste sentido, tem sido recomendada a utilização de protocolos que auxiliam na classificação de usuários em cinco níveis, possibilitando uma triagem com base na avaliação clínica do paciente. Objetivo: Relatar a vivência de enfermeiras que trabalham no acolhimento por classificação de risco de urgências e emergências, utilizando o Protocolo de Manchester. Método: Trata-se de um relato de experiência de enfermeiras que trabalham realizando a triagem de pacientes no acolhimento com classificação de risco baseado no protocolo de Manchester em um hospital de pequeno porte, localizado no município de Acarape – CE. Resultados: A implantação do Protocolo de Manchester no serviço veio para organizar o fluxo de atendimento com qualidade, avaliando a vulnerabilidade e as necessidades de cada usuário, possibilitando atendimento mais rápido aos casos mais urgentes. Observou-se durante a prática clínica a necessidade de capacitar os profissionais envolvidos, principalmente em relação ao atendimento de pessoas classificadas com a cor vermelha, ratificando a importância de se respeitar o tempo preconizado para atendimento médico, de acordo com a cor previamente classificada. Busca-se, neste sentido, alcançar uma real efetividade com o uso do protocolo. Pois nota-se um grande despreparo a esse tipo de assistência fazendo com que, algumas vezes, o tempo máximo determinado para atendimento não seja cumprido. Outro grande desafio a ser enfrentado se constitui no alto índice de pessoas que procuram o serviço de urgência/emergência que poderiam ter atendimento na atenção primária, levando a uma superlotação da unidade e assim comprometendo a assistência. Conclusão: De acordo com a vivência das enfermeiras, se evidencia a necessidade de capacitação dos multiprofissionais envolvidos no serviço, assim como uma educação em saúde para a comunidade, para que, assim, as pessoas procurem o nível de atenção ideal para a resolutividade das suas intercorrências, a fim de evitar a superlotação e otimizar o fluxo do serviço.