Protocolo de dor torácica no Serviço de Emergência: relato de experiências.

Área: Enfermagem

HÉLIO JOSÉ RODRIGUES HANNA

Introdução: Conforme Santos (2012), o serviço de emergência é a unidade destinada às necessidades dos pacientes com afecções agudas, executado por uma equipe multiprofissional com relação interdisciplinar, caracterizado por um continuo assistencial que integra várias áreas. Segundo Ferreira et al (2009), a letalidade e morbidade por IAM dependem de fatores relacionados como à gravidade da doença, agilidade e qualidade da assistência hospitalar propiciada pelo cuidado hospitalar adequado nas primeiras horas. Este trabalho objetivou relatar as experiências do Serviço de Emergência com atendimento e aplicação de Protocolo de Dor Torácica. Métodos: Uma abordagem quantitativa, de caráter exploratório, com delineamento de coorte retrospectivo que avaliou e identificou o atendimento inicial em pacientes com queixa de dor torácica, no Serviço de Emergência em um hospital de grande porte de Porto Alegre / RS. A amostra foi composta por todos os prontuários de pacientes com queixa de dor torácica, atendidos no Serviço de Emergência do hospital em estudo, no período de janeiro de 2012 a abril de 2013. A coleta de dados realizada pelo pesquisador, sendo os prontuários separados atendendo os critérios propostos para o estudo. Resultados: O estudo constatou 383 (1,27%) prontuários de um universo de 30113 atendimentos, sendo a maioria do sexo feminino, com 237 (61,9%). A idade dos pacientes variou de 22 a 94 anos, com média de 66 anos, sendo o maior numero na faixa dos 61 a 70 anos, com 97 (25,32%) casos. A dor tipo “B” foi a principal com 193 (50,4%) casos, sendo seguido pela tipo “A” com 96 (25,1%) e pela tipo “C” com 73 (19,1%). O desfecho do atendimento mostrou quatro categorias, sendo 250 (65,2%) casos liberados após aplicação do protocolo, 82 (21,4%) internados para investigação, 50 (13,1%) encaminhados para Cateterismo Cardíaco e 01 (0,3%) Óbito durante o atendimento inicial. Conclusão: A adoção destes protocolos pode favorecer o atendimento, permitindo um melhor entendimento das situações, uma melhor base de avaliação e atuação para as equipes envolvidas na classificação destes pacientes e também gerar maior credibilidade ao serviço de emergência com base nos índices de resolução e custos.