Racionalização do uso de omeprazol injetável na emergência de um hospital terciário do SUS

Área: Hospitalar

LUCIA COLLARES MEIRELLES

Emilene Barros da Silva Scherer
Tamires Bortolozzo
Raylane Silva de Freitas

Introdução: O sangramento gastrintestinal agudo é uma condição comum que geralmente demanda a admissão em unidades de emergência e também representa uma complicação freqüente naqueles pacientes já previamente internados. Dentre os antissecretores gástricos, os inibidores da bomba de próton (IBP) normalmente apresentam maior efeito inibidor da secreção gástrica do que os antagonistas dos receptores histamínicos. Essa característica do IBP determina a escolha preferencial desse medicamento para o tratamento de lesões do trato gastrintestinal. Entretanto, é importante ressaltar que o uso de IBP de forma indiscriminada favorece a ocorrência de iatrogenias. Além disso, a racionalização do uso de omeprazol injetável (OI) melhora a segurança do paciente e pode trazer benefícios financeiros à instituição tendo em vista a diferença de custo entre a terapia oral e injetável. O objetivo do trabalho foi analisar as intervenções sugerindo a troca de terapia com OI para via oral realizadas pelo farmacêutico clínico, durante a análise das prescrições, bem como avaliar a aceitabilidade pela equipe médica e possível impacto econômico em um hospital 100% SUS. Métodos: Estudo observacional retrospectivo com análise de intervenções farmacêuticas registradas em banco de dados da instituição para pacientes internados na emergência no período de 6 meses. As intervenções foram realizadas excluindo pacientes com sangramento ativo e sem via oral disponível. Resultados: Foram realizadas 94 intervenções, com aceitabilidade de 83,7%.O tempo médio de internação dos pacientes do estudo foi de 16,7 dias. No período estudado observou-se uma economia de R$ 8994,01. Conclusões: Com base nos resultados, observa-se a importância do trabalho desenvolvido pelo farmacêutico clínico na promoção do uso racional de medicamentos na instituição.