Reanimação cardiopulmonar: conhecimento dos acadêmicos de enfermagem de uma Universidade da Região do Vale do Sinos/RS

Área: Enfermagem

ROBERTO MORAES JACQUES

Suélen Stiehl Alves
Adilson Adair Boes

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é um evento dramático, causador de um elevado grau de morbimortalidade, mesmo com o suporte adequado. E requer um vasto conhecimento e habilidades técnicas precisas dos profissionais da saúde, especialmente do enfermeiro, que além da necessidade de deter o domínio sobre as técnicas de uma Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), precisa exercer sua função de líder de equipe para poder organizar a cena e as funções de cada integrante da equipe. Este estudo teve como objetivo geral avaliar o conhecimento teórico dos acadêmicos do curso de enfermagem de uma Universidade da Região do Vale dos Sinos/RS sobre RCP. Tratou-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva, transversal e exploratória. Foram entrevistados 42 acadêmicos do curso de enfermagem matriculados no 10° semestre do segundo período letivo do ano de 2015, de uma Universidade da Região do Vale dos Sinos/RS. A idade dos acadêmicos variou de vinte e um a quarenta e três anos, sendo a média de 31,37 ± 5,90 anos. O sexo predominante da amostra foi o feminino (81%). Doze estudantes têm algum outro tipo de formação em RCP, sendo que grande parte deles referiu ter feito o suporte básico de vida – BLS (16,7%). Em relação à atuação na área da saúde, vinte e oito estudantes já trabalham na área (66,7%). O tempo de atuação variou de dois a vinte anos, sendo a média de 10 ± 4,05 anos. O percentual geral de acertos variou de 18,75% a 75% sendo a média de 47,2% de acertos. O sexo masculino apresentou uma média maior de acertos (51,56%), entretanto essa associação não foi significativa (p=0,14), igualmente, aqueles que possuíam uma formação em RCP extracurricular também não apresentaram diferenças significativas (p= 0,34) na média geral de acertos. Em contrapartida, os acadêmicos que possuem experiência de trabalho na área de saúde apresentaram uma média de acertos maior (50,14%) e estatisticamente significativa (p= 0,01) do que aqueles sem experiência (41,07%), e essa diferença é mais relevante quando comparado ao tempo atuação na área da saúde e o percentual total de acertos (r=0,48 p=0,01). Salienta-se a importância na formação profissional tendo como um dos enfoques a RCP, especialmente por enfermeiros que, como líderes de equipe, necessitam de intenso conhecimento e atualização para que o atendimento à vítima de PCR seja satisfatório. Por conta disso, a atualização constante e o investimento em treinamentos e capacitações tornam-se indispensáveis para a melhor atuação da equipe.