ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NA CIDADE DE MONTES CLAROS-MG

Área: Hospitalar

PATRÍCIA NOLASCO DA SILVA

Lincoln Valério Andrade Rodrigues
Keila Raiany Pereira Silva
Edrei Maia Soares
Dâmaris Versiani Caldeira Gonçalves

Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a forma mais importante de cardiopatia isquêmica e seu estudo é de fundamental relevância pela alta prevalência, mortalidade e morbidade. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a designação IAM deve ser usada quando há evidência de necrose em um contexto clínico de isquemia com elevação de marcadores de necrose miocárdica. A partir de dados do Ministério da Saúde, temos que o IAM é a primeira causa de morte no país, chegando a mais de 100.000 óbitos anuais, corroborando para a significância do tema na atualidade. Além disso, fatores de risco não modificáveis como idade avançada, sexo masculino, raça negra e história familiar de IAM aumentam as chances de desenvolver a doença. Métodos: Trata-se de uma pesquisa do tipo documental fundamentada num estudo investigativo, retrospectivo, com delineamento transversal, de caráter descritivo e quantitativo. Os dados foram colhidos no DATASUS (Departamento de Informática do SUS): Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS) referente as internações devido a IAM no município de Montes Claros no período de 2010 a 2015. Resultados: Notificou-se um total de 3043 casos de IAM no município de Montes Claros entre 2010 e 2015. Sendo que 600 ocorreram em 2010, 445 em 2011, 444 em 2012, 529 em 2013, 561 em 2014 e 464 em 2015. Percebe-se, então, que houve um decréscimo de 22,67% de casos em 2015 quando comparado ao ano de 2010. Em relação ao gênero, em todos os anos em questão, observou-se predomínio de IAM no sexo masculino; por exemplo, no ano de 2015 - 60,7% dos casos registrados acometeram homens. No quesito faixa etária, nota-se valores crescentes de casos até os 60 à 65 de idade, depois disso os números absolutos de internações por IAM diminuem, e voltam a subir apenas na faixa de idade acima dos 80 anos. No que tange a etnia, os dados mostram que por volta de 57% das pessoas internadas entre 2010 e 2015 eram pardas e apenas 11,8% eram brancas. O valor médio de internação – razão entre o valor total gasto anualmente devido aos casos de IAM e o número de pessoas assistidas – foi de R$ 6.396,45 no ano de 2015, tal valor se mostrou bem maior do que o de 2010, o qual foi de R$ 3.629,89. A taxa de mortalidade média por IAM entre os anos de 2010 e 2015 foi de 8,4%. Conclusão: Nota-se que o perfil epidemiológico dos pacientes internados por IAM em Montes Claros entre os anos de 2010 e 2015 está em concordância com os dados publicados pela literatura.