Perfil dos pacientes como Insuficiência Renal admitidos em Pronto Socorro de hospital terciário

Área: Hospitalar

MARIANA SANTOS E SILVA

Maria Santos e Silva
Rodrigo Passarella Muniz
Mateus Felix da Silva
Alessandra Demma de Lima
Gustavo Fernandes Moreira
Maria Camila Lunardi

Introdução: Com o aumento das doenças crônicas tem-se observado aumento do comprometimento renal em pacientes com necessidade de internação; sendo assim, observa-se a presença cada vez mais constante das complicações nefrologicas em Pronto Socorro. Métodos: Realizado avaliação de 79 pacientes com disfunção renal, incluindo Insuficiências Renais Agudas (IRA) e crônicas (IRC). Os pacientes foram listados no mês com realização de avaliação retrospectiva. Resultados: Dos 79 pacientes, a média de idade foi de 59,47 anos; houve predominância do sexo feminino (52%) e da raça branca (54%). Desses, 19 (24%) evoluíram a óbito, sendo a média de idade maior para os óbitos (68 x 56 anos). As comorbidades prevalentes foram HAS em 37 (47%) pacientes; IRC prévia 34 (43%), destes 59% já eram dialíticos; diabetes melitus em 22 (27% dos pacientes); neoplasia em 17 (22%) dos pacientes e eventos cardiovasculares prévios em 15 (22%) dos pacientes. As principais causas de disfunção renal foram: IRC dialítica prévia em 20 pacientes (24%) e IRA representando 37% dos pacientes (sendo 62% desses IRA AKIN III); IRC agudizada representou 20% das avaliações. Entre as causas de internação as infecções representaram 33%, sendo 25% dessas, infecção de corrente sanguínea; causas cardíacas representaram 14% e uremia 11% (todos esses com IRC não dialítica prévia). Um dado alarmante é 47% desses pacientes realizarem HD no serviço, 40% desses, a primeira HD. Conclusão: Sendo o HSM referência da zona leste de São Paulo observamos a grande complexidade e quantidade de pacientes atendidos. Os resultados confirmam a importância da nefrologia presente e estruturada, apoiando a equipe de emergencistas e dando suporte dialítico aos pacientes agudos e crônicos internados, corroborado pela quantidade de novos pacientes em HD adicionados pelo serviço em apenas um mês. Destacamos também a necessidade de articulação das ações de saúde, visto o constante crescimento de pacientes com necessidade de intervenções invasivas e HD, melhorando assim a sobrevida e diminuindo danos aos pacientes renais agudos e crônicos.