AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS REGISTROS DE ENFERMAGEM: CUIDADO AO PACIENTE EM MORTE ENCEFÁLICA

Área: Enfermagem

EMANUELLA MACEDO SILVA

Hiasmin Batista Rodrigues
Antonia Smara Rodrigues Silva
Antonia Rafaella Ferreira Gomes Martins
Nadiele Souza do Nascimento
Rita Patricia Machado de Oliveira

INTRODUÇÃO: Os registros de enfermagem são partes importantes da Sistematização da Assistência de Enfermagem personalizada para o paciente, pois permite a verificação dos procedimentos e possibilita à determinação da qualidade da assistência prestada O estudo avaliou qualidade dos registros de enfermagem dos cuidados prestados a pacientes em morte encefálica. MÉTODO: Trata-se de um estudo documental, exploratório-descritivo retrospectivo, com abordagem quantitativa. A pesquisa aconteceu em um Hospital de Ensino da Região Norte do Estado do Ceará, no período de abril a junho de 2016. Foram analisados prontuários de pacientes admitidos no ano de 2015, na Unidade de Terapia Intensiva – Bloco Emergência, com diagnóstico médico de ME. Os dados foram agrupados em uma planilha no Excel, para cálculo de frequências simples. Posteriormente analisado o padrão de qualidade dos registros de enfermagem, de acordo com o instrumento elaborado por Haddad e adaptado para este estudo. Foram consideradas anotações com bons resultados àquelas que, atingiram níveis de preenchimento igual ou maior a 80%, não ultrapassando 15% para o item incompleto, 5% para o não preenchido e 0% incorretas. Ressalta-se que o estudo obedeceu aos princípios estabelecidos pela Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde, sob o CAAE: 53208916000005053. RESULTADOS: Foram analisados todos os impressos, em que haviam anotações de enfermagem, com amostra 23 prontuários de pacientes com o diagnóstico de ME, sendo 9 (39%) do sexo feminino e 14 (61 %) do sexo masculino. Os dados preenchidos completamente atingiram 51,20%, estando inferior ao que estabelecido pelo índice de positividade. O preenchimento incompleto ultrapassou a adequação de até 15% configurando uma deficiência no preenchimento dos impressos de enfermagem. Chama-se atenção para o não preenchimento de muitos itens dos impressos da assistência, atingindo 27,93%, onde se pode inferir negligência da equipe. CONCLUSÕES: A pesquisa evidenciou que os registros encontravam-se escassos e inadequados, interferindo diretamente na mensuração assistência de enfermagem prestada aos pacientes com diagnósticos ME. Diante do exposto, o estudo possibilitou a orientação para enfermeiros, gestores e a instituição, quanto ao registro apropriado da assistência prestada.