PERFIL DOS PACIENTES INTERNADOS POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO NO NORTE DE MINAS GERAIS NO PERÍODO DE 2011 A 2016

Área: Hospitalar

LINCOLN VALÉRIO ANDRADE RODRIGUES

Keila Raiany Pereira Silva
Philippe de Figueiredo Braga Colares
Edrei Maia Soares
João Pedro Paulino Ruas
Antônio Guerra de Oliveira Neto

Introdução: Os acidentes vasculares encefálicos (AVEs) são ainda uma das principais causas de morbidade e de mortalidade nas populações adultas em todo mundo. Os AVEs decorrem das alterações do fluxo sanguíneo ao cérebro, ocasionando morte de células nervosas da região cerebral atingida. As causas e, por conseguinte, as formas de AVEs são duas: isquêmicas – resultado da oclusão súbita de artérias que irrigam o encéfalo – e hemorrágica – resultado do extravasamento de sangue para o entorno das estruturas do sistema nervoso central. Por ser uma patologia prevalente, se faz necessário aprofundar estudos sobre eles. Métodos: Trata-se de um estudo investigativo, retrospectivo e seccional; de caráter descritivo e quantitativo. Teve como universo de pesquisa a base de dados do DataSus: Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS) referente ao perfil epidemiológico da população do Norte de Minas Gerais internada devido aos AVEs Hemorrágicos ou Isquêmicos no período de 2011 a 2016(abril). Resultados: A partir dos dados colhidos no DataSus, foram encontrados na região do Norte de Minas Gerais um total de 555.904 casos de internações por AVEs entre os anos de 2011 e 2016(abril). Desses casos, 101.128 ocorreram em 2011, 100.679 em 2012, 106.169 em 2013, 108.534 em 2014, 105.600 em 2015 e 28.796 em 2016 até o mês de abril. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o AVE é responsável por mais de 6,2 milhões de mortes no ano. No caso específico do Norte de Minas, nos anos pesquisados, houve um total 23.096 mortes, com taxa média de mortalidade de 4,24%; outros dados pertinentes foram: o valor médio de internação por pessoa foi de R$ 1097,37, evidenciando que tal doença é bem dispendiosa, e a quantidade média de dias de permanência no hospital foram de 4,4 dias. Segundo a OMS, os principais fatores de risco para o AVE são: hipertensão, tabagismo, sedentarismo, sobrepeso, diabetes, idade avançada e história familiar. No que tangue a região Norte-mineira, o pico de incidência de AVE correspondeu a faixa etária dos 20 a 29 anos(n105.036), tal fato não está em consonância com o fator de risco presente na literatura. Conclusão: Por fim, sabe-se que a falta de dados sobre o AVE em muitos países dificulta realizar uma coordenação eficaz para prevenção e reabilitação da doença. Nesse sentido se faz necessário investir em estudos epidemiológicos e em programas de conscientização da população, afim de diminuir a incidência dessa mazela.