Perfil de Atendimentos em uma Unidade de Pronto Atendimento de Porto Alegre - UPA Moacyr Scliar

Área: Hospitalar

LETÍCIA NUNES WINCK

Ana Flávia Martins Monteiro Furini
Luciana Pinto Saavedra

Introdução A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24hs) compõe a rede de atenção às urgências e tem a complexidade intermediária entre a Atenção Primária e a Rede Hospitalar. A UPA Moacyr Scliar foi inaugurada em 2012, na zona norte de Porto Alegre, vinculada ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), atendendo também a região metropolitana. Possui 197 funcionários e presta atendimento médico clínico, cirúrgico, pediátrico e odontológico durante 24 horas. Possui 9 consultórios e 22 leitos de observação (12 adultos, 4 pediátricos, 4 urgência e 2 isolamento). Método Estudo descritivo transversal realizado no período de janeiro a maio de 2016. Resultados Foram atendidos 44756 pacientes adultos, entre clínicos (31829), cirúrgicos (7154) e odontológicos (5773). O tempo médio de espera para atendimento foi de 110,56 minutos entre todas as prioridades. Houveram 9401 desistências para consultas clínicas. A demanda espontânea foi responsável por 98,21% dos atendimentos, 1,05% regulados pelo SAMU e 0,74% chegaram à UPA por outras formas. Com relação à procedência dos pacientes, 75,62 são eram de Porto Alegre, 15,79% de Alvorada e 8,59% de outros municípios. Observou-se que o tempo médio de permanência em leito de observação/urgência dos pacientes que necessitaram internação foi de 1,5 a 2 dias, independente de serem clínicos, cirúrgicos ou odontológicos. Com relação às transferências de pacientes, 19,79% foram regulados dentro da rede GHC, 77,08% regulados para hospitais de retaguarda pela central de leitos do município e 0,31% para convênios/ particulares. A evasão ocorreu em 3,47% dos pacientes da observação/urgência,56% receberam alta da unidade e 33 pacientes foram a óbito. Conclusões A UPA Moacyr Scliar atende a portaria que a regulamenta em termo de estrutura física, número de atendimentos e de profissionais. Há uma grande procura de pacientes com classificação de baixa gravidade, os quais poderiam ser atendidos Atenção Primária. Observou-se um tempo de permanência na observação/urgência acima do preconizado pela portaria, o que mostra a deficiência de leitos de retaguarda no município, além da não aceitação de alguns pacientes na transferência para determinados hospitais de retaguarda. Conclui-se que a UPA necessita de maior integração com as redes de saúde do município, além de adequação de fluxos internos de organização e serviços para poder articular melhores estratégias de atendimento à população.