CRISE HIPERTENSIVA: UMA PROPOSTA DE PROTOCOLO APLICADA AO DEPARTAMENTO DE EMERGÊNCIA

Área: Hospitalar

HELIO PENNA GUIMARÃES

Jorge Luis Al-Contar
Carlos Alberto Lopes

iNTRODUÇÃO:Em acordo ao Joint National Committee on Prevention, Diagnosis and Treatment of High Blood Pressure (JNC-7), a crise hipertensiva é definida como a elevação aguda da pressão artéria sistólica (PAS) > 180 mmHg e pressão arterial diastólica (PAD) > 120 mmHg. As urgências hipertensivas são responsáveis por 60-80% dos casos diagnosticados de crise hipertensiva, enquanto as emergências respondem por 20-40%. Trata-se de diagnóstico frequente no Departamento de emergência e com larga variação de condutas, demandando necessidade de uniformização e controle de qualidade assistencial. METODOS:Baseando-se em evidências avaliando a eficácia e/ou efetividade de de ferramentas de melhoria de prática clínica, propõem-se uma estratégia multifacetada como uso de lembretes, workshops, algoritmos, cartazes e case-manager. Resultados/Discussão:Há 5 principais motivos para não adesão à uma diretriz assistencial:falta de familiaridade, discordância, falta de auto-eficácia e falta de expectativa de sucesso. O presente projeto cria fluxogramas representativos orientando o médico a evitar os erros, e mostrar a condução mais efetiva dos casos. Uma tabela de fármacos recomendados para cada situação e uma etiqueta para melhor identificar o paciente no pronto-socorro são outras ferramentas propostas. CONCLUSÃO: A adoção de protocolos respaldados e definidos a partir da melhor evidência científica disponível contribui para a obtenção de melhores resultados na saúde da população, e na diminuição de custos. As diversas dissociações entre ações da prática clínica e a medicina baseada em evidência ainda são observadas em diversos estudos internacionais demonstrando que mesmo procedimentos fortemente recomendados ainda tem grande variação em seu uso, por erros de comissão ou omissão.