Perfil de pacientes com insuficiência cardíaca descompensada admitidos em unidade de emergência

Área: Enfermagem

FERNANDA LOUREGA CHIEZA

Brenda Donay
Fernanda Chieza
Vera Elizabeth Closs
Marco Aurélio Santos
Luiz Cláudio Danzmann
Ellen Magedanz

Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa de caráter sistêmico, definida como disfunção cardíaca que ocasiona inadequado suprimento sanguíneo para atender necessidades metabólicas tissulares. A IC é um problema de saúde pública que é responsável por um número expressivo de internações, além da elevada mortalidade. É primeira causa de hospitalização na faixa etária acima de 65 anos. O objetivo deste estudo é identificar o perfil dos pacientes com IC descompensada admitidos em unidade de emergência. Método: Estudo de coorte histórica. A coleta de dados foi realizada através de um banco de dados informatizado e padronizado, com pacientes de ambos os sexos, com idade > 18 anos, admitidos por descompensação da IC em uma unidade de emergência de um hospital universitário no período de janeiro/2009 a dezembro/2011. Resultados: Foram avaliados 424 pacientes com IC descompensada, destes 53,3% eram do sexo feminino com média de idade de 68,5 + 14,0. As etiologias da IC mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (HAS) e síndrome coronariana aguda, com 43,6% e 35,4%, respectivamente, o perfil hemodinâmico quente-úmido foi encontrado em 88,0% da amostra total. Houve prevalência de pacientes que apresentavam as seguintes comorbidades: HAS (93,2%), dislipidemia (73,4%), doença arterial coronariana (54,6%), arritmias (49,2%), insuficiência renal crônica (45,4%), diabetes mellitus (45,4%), doença valvar (33,8%), doença pulmonar obstrutiva crônica (31,7%), acidente vascular cerebral (18,0%) e tabagismo ativo (19,1%). Evidenciou-se maior prevalência de causas para descompensação da IC: infecções com 22,4%, má aderência ao tratamento (17,3%) e arritmias (14,4%). Conclusões: Sabe-se que os pacientes com IC necessitam de atenção diferenciada tanto para a adesão medicamentosa quanto para que haja modificação do estilo de vida, uma vez que esta comorbidade é extremamente incapacitante. O que reforça a importância do acompanhamento de Enfermagem, no auxílio e orientação a adesão medicamentosa, controle de sal e água para prevenção a descompensação.