PRINCIPAIS INDICADORES DE QUALIDADE DO PROTOCOLO AVE ADOTADO NA EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL EXTRA PORTE

Área: Hospitalar

JÉSSICA PRISCILLA PEREIRA DE SOUZA AVELINO

Davinci Leonardo Brito Lima
Danielle Santos Alves
WALNIZIA KESSIA BATISTA OLEGÁRIO
MARKINOKOFF LIMA E SILVA FILHO
KAROLINE OLIVEIRA MORAES LIMA

Introdução: O acidente vascular encefálico (AVE), é um conjunto de doenças que podem acometer qualquer parte do encéfalo causado por uma lesão vascular isquêmica ou hemorrágica. Entre os países da América Latina, o Brasil apresenta as maiores taxas de mortalidade por AVE. Diante dos padrões de morbimortalidade associados ao AVE no Brasil, é importante avaliar a qualidade do cuidado prestado e conhecer quais ações realizadas, fomentar a incorporação de diretrizes clínicas, tendo em vista o uso adequado das tecnologias necessárias. Este trabalho objetiva descrever os indicadores de qualidade do protocolo para AVE, adotado em um Hospital Extra Porte. Metodologia: Estudo de caráter observacional, descritivo e direção retrospectiva com abordagem quantitativa, realizado num hospital extra porte na cidade do Recife – PE/Brasil. Foram estudados os prontuários constituídos de pacientes atendidos na unidade neurovascular da emergência clínica, no período de junho de 2013 a fevereiro 2014. Resultados: Foram coletados dados de 97 prontuários. O diagnóstico da grande maioria era AVC isquêmico com 69,1%; em função do gênero, o predomínio era do sexo feminino com 56,7%; a idade mais acometida encontra-se entre 61 e 70 anos (35,1%). O maior motivo que impede o acionamento do protocolo AVE foi devido a chegada no hospital fora da janela terapêutica com 49,3%. O tempo ictus porta gerou em torno de >2h – 3h com 41,7% e o tempo porta-agulha < 1h com 50%. Todos os pacientes que receberam o trombolítico apresentaram redução da escala de NIH com média do score de 6,9 pontos. O tempo prevalente de internação para os pacientes trombolisados foi entre 1 a 5 dias 33,3%. Nenhum destes pacientes trombolisados apresentou sangramento cerebral. Conclusão: Os indicadores apresentados neste estudo mostraram que o tratamento de reperfusão (rtPA) consagrou-se como eficaz e efetivo diante da perspectiva de uma emergência no hospital público. Houve melhora bastante significativa dos déficits neurológicos em todos os pacientes que receberam o trombolítico. Apesar de todos os benefícios apresentados pela terapia de reperfusão trombolítica, a grande maioria dos pacientes atendidos na emergência dão entrada hospitalar fora do tempo da janela terapêutica, indicando a importância de um alerta a população quanto os sinais, sintomas e a chegada precoce no hospital.