SUPORTE BÁSICO DE VIDA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: PEQUENAS AÇÕES SALVAM VIDAS.

Área: Enfermagem

ANDERSON FELIPE DE ALVARENGA AUGUSTINHO

Bruno Knaak de Abreu
Fernanda Turque Martins
Luís Eduardo Neves Bevictori
Juliana Faria Campos
Priscila Carvalho de Souza

No Brasil, as doenças cardiovasculares continuam liderando o ranking das principais causas de morte. O conhecimento teórico e as habilidades práticas das equipes em Suporte Básico de Vida (SBV) estão entre os determinantes mais importantes das taxas de sucesso em reanimação cardiopulmonar, onde o atendimento inicial deve obedecer aos protocolos definidos pela American Heart Association (AHA), com prioridade sequencial de solicitação de ajuda, manutenção da circulação, manobras iniciais de permeabilização das vias aéreas, ventilação pulmonar e desfibrilação precoce. Objetivos: Realizar capacitação em forma de treinamento em serviço com os profissionais de saúde da rede de atenção básica no que tange o Suporte Básico de Vida (BLS). Metodologia: Estudo da adequação de intervenção educacional realizado em duas clínicas de saúde da família, na capital do Rio de Janeiro, em um único encontro cada uma. A avaliação envolveu a comparação dos conhecimentos dos profissionais sobre o Suporte Básico de Vida antes e após a ação educativa através de um questionário. Para a ação educativa foram estruturadas 3 plataformas de atividades práticas, envolvendo compressão torácica, utilização do desfibrilador externo automático (DEA) e manobras de desobstrução de vias aéreas adulto e infantil. Um ambiente de simulação foi proposto e os profissionais atuaram no caso clínico que logo após resolução, houve aplicação do pós-teste. Os dados do pré e pós-teste foram analisados através de estatística descritiva. Resultados: Participaram do estudo 34 profissionais de saúde de duas clínicas da família distintas, e pôde-se identificar que no pré-teste houve uma média de 45,5% de acertos, em relação às ações de atendimento à PCR. Após atuação dos profissionais e realização do simulado, houve aplicação do pós-teste, demonstrando 63% dos acertos, ou seja, um aumento de 17,5%. Conclusão: O treinamento constante para educação permanente além de estreitar laços entre os profissionais e a academia, ressaltando a importância da constante consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão universitária. Considerado a importância da prevenção e treinamento em serviço, o atendimento imediato e correto com medidas de suporte básico de vida prestados a um paciente portador de quadro clínico condizente com risco de vida iminente, é um fator fundamental para um desfecho clínico desejável.