Avaliação dos recursos humanos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de um município da região metropolitana de Curitiba - PR

Área: Enfermagem

ALEXANDRA LUNARDON

ALEXANDRA LUNARDON SILVESTRE
Lillian Daisy Gonçalves Wolff
Flávia Fernandes Portela
Leila Soares Seiffert
Márcia Helena De Souza Freire

Diversos elementos são necessários para a assistência no SAMU, sendo os recursos humanos fatores que influenciam diretamente na qualidade em saúde. O objetivo desta pesquisa é avaliar os recursos humanos do SAMU tendo como parâmetro as normativas relativas às Políticas Públicas referentes à Rede de Atenção as Urgências no Brasil, e a literatura correlata ao tema. Justifica-se esta pesquisa pela carência de discussões sobre o serviço pré-hospitalar do Brasil e de estudos avaliativos da estrutura no SAMU, além da ausência de estudos com essa abordagem no município em estudo. Consiste em avaliação normativa, de abordagem qualitativa e quantitativa voltada à perspectiva da gestão. Foram entrevistados informantes chaves que gerenciam os serviços: 01 coordenador da urgência e emergência e 01 coordenador do SAMU, ambos do município. Foram realizados 05 encontros gravados e transcritos nos meses de abril e maio de 2016. Na análise documental inicialmente realizou-se o levantamento das normativas legais e da revisão de literatura específica, além de escalas de trabalho, ofícios, informativos, livro ponto, de registro de intercorrências, de check list, de troca de plantões. Foram utilizados indicadores de recursos humanos já validados na literatura e outras pesquisas avaliativas para comparação dos resultados. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, de acordo com a Resolução nº 466/12. Os dados quantitativos foram submetidos à análise estatística simples e de frequência. As respostas dos gestores ao instrumento foram submetidas à análise temática. Resultados: as equipes do SAMU estavam completas; a jornada de trabalho adequada para a enfermagem e condutores, mas inadequada para os médicos, havendo necessidade de reposição de médicos e condutores nas escalas de trabalho. A taxa de rotatividade foi adequada, taxa de absenteísmo inadequada devido a afastamentos para tratamento de saúde; e taxa de educação permanente inadequada, sendo atividade essencial para a qualificação do atendimento. Portanto, concluiu-se que em relação aos recursos humanos, o SAMU em estudo é deficitário. Emerge a importância do levantamento e análise de indicadores ligados ao SAMU como instrumento de trabalho para gestão e planejamento. Propõe-se a utilização, por parte dos gestores, do instrumento construído para a avaliação da estrutura do SAMU, com o intuito de auxiliar a tomada de decisão no âmbito das urgências pré-hospitalares.