Internações Hospitalares por Causas Externas no Rio Grande do Sul

Área: Hospitalar

GABRIELA HOCHSCHEIDT MAHL

Débora Cristina Haack Bassani
Dóris Medianeira Lazaroto

INTRODUÇÃO: As internações por causas externas estão relacionadas a acidentes e violência, elas representam números crescentes, com grande impacto econômico no sistema de saúde pública e mercado de trabalho. Acidentes de transportes e agressões totalizam cerca de 20% de todas as causas externas registradas no país nos últimos 10 anos. Com isso, o objetivo deste trabalho foi analisar as internações hospitalares por causas externas, ocorridas no Rio Grande do Sul (RS), no período de um ano (março de 2015 a 2016). MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal descritivo, observacional, no qual os dados foram coletados no site do Ministério da Saúde: Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS)/ Informações de Saúde (TABNET). As unidades hospitalares participantes do SUS enviaram informações das internações efetuadas através da Autorização de Internação Hospitalar e estas informações foram processadas no DATASUS. Os dados foram coletados no dia 31 de maio de 2016 e tabulados no Excel®. RESULTADOS: No período analisado ocorreram 68.817 internações por causas externas no estado. As faixas etárias predominantes foram de 20 a 29 anos (11.320 internações) e 30 a 39 anos (9.938 internações) e a população masculina foi a mais atingida, com 44.880 internações (65%). Considerando algumas das causas, os acidentes de transporte totalizaram 6.573 (9,5%) e novamente as faixas etárias mais acometidas foram de adultos jovens: 20 a 29 anos (1.631) e 30 a 39 anos (1.207), sendo que a população masculina totalizou 4.803 (73%) do total dessas internações. Outra preocupante causa externa de internação é a categoria das agressões. Por esse motivo houve 2.448 internações (3,5%), sendo que as faixas etárias predominantes se repetiram, com 820 casos entre 20 e 29 anos e 588 casos entre 30 e 39 anos de idade. Nos casos de internação por agressão, a população masculina também foi a com maior ocorrência, somando 2.197 (aproximadamente 90 %) dos casos. CONCLUSÕES: A contribuição do estudo vai ao encontro da grande morbidade hospitalar e econômica gerada pelas internações por causas externas no estado e no país, visto que, como apresentado acima, ainda acometem de forma acentuada a população economicamente ativa. Uma das ferramentas de conhecimento sobre o assunto são os sistemas de informações em saúde, que se revelam de fundamental importância para atualização epidemiológica e uso dos dados na elaboração de estratégias para prevenção desse agravo.